O livro das perguntas
O caminho ao mar é para rios. E para nós?
A tua arte está me vendendo só tua bacanice?
Como se chama o exílio de quando te desaparecem teu país inteiro?
Qual a bandeira do pequeno coração que cantava Mercedes?
Com quantos feijões se enche um peito com a confiança na Terra?
Se te digo venha, voce traz a lenha de eucalipto monocultivado?
É possivel amar-se-te-nos sem tanta ideología entre nós?
Com quantos clientes se bate a cota da guerra?
Vejo a poesia no camponês com seu dom de terra, alguém verá poesia no poeta com seu dom de terra?
Todas as taças de chá bonitas se parecem sem se parecer. As mãos imperfeitas que as fizeram as lembrarão?
Posso odiar essas janelas de plástico modernas e desejar as casas de barro?
Um professor me dizia que ter o livro de Clarice por perto era garantia que por osmose ela chegaria, nem fazia falta abrir. Chegaste, querida?
- Quer ser meu amigo? - Não posso. Meu pai nao deixa eu brincar com você.
Não quis perguntar por quê.
O azul deveria se aposentar e largar mão de todas essas piscinas. O amarelo precisa de uma boa dose de cantos de chicharras noturnas e esse verde... ah..como não desejar que o verde libere todas as ruas para o amor?
Quando a Internet afundar, e não existir mais vaga pra influencer s e a copa falida será via rádio outra vez e o cavalo valer mais que o carro. Terá chegado enfim a hora de geral ser feliz?
*Descobri que viraste uma stalker, com essa palavra em inglês mesmo, de má CIA. Então só me resta deixar poemas para que leias, tá bem?
Comentários
Postar um comentário