envueltos en mariposas
As vértebras, as pálpebras, as arestas, os vértices estão desde o princípio
O abismo, a noite
o labirinto, o caçador
Os animais
os antros
a magia
estão desde o princípio
A pedra, a rocha, a guerra, a traição das aparências
estão desde o princípio
Mas antes do princípio
havia outro costume do homem com a realidade
surpreso
prestes a dizer um nome
uma Terra dos que andavam envueltos en mariposas
quando andavam cheios de outra coisa
E sussurravam -anda-le, anda-le a la vida
Andale e beijos, anda-le e correr na beira da agua, anda-le e o som dos ventos
como malditos inocentes
da árvore nunca se baixaram,
tinham algo de maré nas costas
castigados hoje castigados por amor
pela nuvem escura que vem
andam escondidos entre poemas, entre escombros de cóleras secas
les dá enojo o pálido azul
e o maiúsculo da insígnia
Seguem amamentando a fome da revelação
- em greve geral -
chamando a vida por seu nome
estão aqui, correndo os riscos de existir
não estão pouco a pouco
não estão construindo
nem estão destruindo
estão para outra coisa
Nem sabemos bem como ainda andam,
levam seus nomes de basalto frente a cada armadilha
Uma garota entra, sordidamente, no gueto onde um deles vive, está feita para o amor, e o outro sabe, e todos sabem, que isso é uma coisa grandíssima, um encontro acontece na penumbra... como uma imediata via-láctea... exalam a pouca luz que perdurará
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