Fogata de carnaval

Sim, Marito Benedetti...amor sem fronha

No ermo da mata, em pedra

O andar pelas árvores mansas 

A primeira averiguação das alturas

O primeiro toque no joelho como quem conquista um antigo mundo

Um canto de arapuã, o fechar dos olhos, as águas escondidas, a pele adolescente que renasce

Noite pobre

A presença dos que orbitam o vazio 

Aí onde se ergue o carnaval

Onde sempre voltam os que nunca se foram 

Palco de flores e ventanais


cohabitam os astros em um beijo 

Uma gama imensa de mel vascular

O salgado do rosto teu, o doce do figo meu

 dois desejos sin sábanas para ampararse

Desse mistério que tem em cima do morro nuvens 

 uma pequena fogata de luz


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